Placas adulteradas e fuga do sistema prisional elevam pena e levam réu ao regime fechado

Campo Grande/MS, 24 de março de 2026.

Por redação.

Tribunal aumenta reprimenda após reconhecer maior reprovabilidade da conduta e nega substituição por penas alternativas;

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público e manteve a condenação de P.A.K. pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com aumento da pena e fixação do regime inicial fechado.

O recurso da defesa foi integralmente rejeitado.

Veículo adulterado foi identificado durante diligência policial

Segundo os autos, o acusado foi flagrado em Três Lagoas conduzindo um veículo com placas adulteradas. Durante a abordagem, constatou-se que o automóvel possuía identificação alterada e havia sido indevidamente apropriado de empresa para a qual o réu trabalhava.

Ainda conforme apurado, o acusado possuía mandado de prisão em aberto e estava foragido do sistema prisional no momento dos fatos.

Culpabilidade elevada justifica aumento da pena

Ao analisar o recurso ministerial, o relator entendeu que a conduta do réu apresenta maior grau de reprovabilidade, destacando que o crime foi cometido enquanto ele se encontrava foragido, além de ter sido praticado de forma premeditada.

Com isso, foi reconhecida a negativação da culpabilidade, resultando na elevação da pena-base.

Por outro lado, o Tribunal afastou a valoração negativa das consequências do crime, por ausência de comprovação de prejuízo concreto à vítima.

Regime fechado mantido diante de reincidência

Apesar de a pena não ultrapassar oito anos, o colegiado determinou o regime inicial fechado. A decisão levou em conta a reincidência do acusado e a existência de circunstância judicial desfavorável, o que autoriza maior rigor na execução penal.

Substituição da pena foi negada

O pedido da defesa para substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos foi rejeitado. Segundo o acórdão, o acusado não preenche os requisitos legais, especialmente por ser reincidente e possuir circunstância judicial negativa.