Campo Grande/MS, 03 de abril de 2025.
Por Poliana Sabino.
A implementação do duplo fator de autenticação, também conhecido como MFA (autenticação multifatorial) ou 2FA (verificação em duas etapas), nos sistemas judiciais, adotado por todos os tribunais do Brasil, incluindo o TJ/MS, tem gerado transtornos aos advogados desde sua implementação no dia 1º de abril de 2025. Os profissionais da advocacia têm enfrentado dificuldades para se adaptar a esse novo método, uma vez que a praticidade anteriormente oferecida na entrada e saída do sistema deixou de ser possível.
O MFA foi implementado em conformidade com a Portaria CNJ nº 140, de 2024, e o Ofício Circular CNJ nº 21/2024, que determinou a adoção dessa medida pelos órgãos do Poder Judiciário Brasileiro, com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da medida é fortalecer a segurança digital do Tribunal, dificultando o acesso indevido às contas dos usuários e protegendo os advogados contra fraudes.
O novo procedimento para acessar o portal e-SAJ agora exige, além da senha, o código de verificação enviado para o e-mail cadastrado do advogado(a), o que, para alguns profissionais, não foi bem recebido.
Em entrevista ao site O Garantista, a advogada Jadhy Fialho afirmou que, “a recente atualização do sistema de validação de login do e-SAJ tem gerado dissabores para o exercício profissional da advocacia, pois, antes, o sistema contribuía para a celeridade processual e facilitava a rotina jurídica. Agora, está dificultando o trabalho, especialmente para advogados que dependem de tokens para cumprir prazos processuais em diferentes estações de trabalho”, finaliza.