Campo Grande/MS, 05 de novembro de 2025.
Por redação.
Campo Grande (MS) — O Tribunal do Júri da Capital condenou três homens a mais de 60 anos de prisão, no total, pela morte de dois adolescentes de 13 anos assassinados por engano em maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias. O caso, que gerou forte comoção em Mato Grosso do Sul, foi resultado de um erro na execução de um desafeto de um grupo criminoso.
As vítimas, que voltavam para casa em uma bicicleta, foram atingidas por disparos feitos por ocupantes de uma motocicleta. Segundo o Ministério Público, os réus acreditavam estar atacando um rival do tráfico, mas erraram o alvo. O crime teve grande repercussão e mobilizou amplo esquema de segurança no dia do julgamento.
Após mais de 12 horas de sessão, o Conselho de Sentença considerou comprovada a autoria e a intenção homicida. O atirador N. I. S. da S. recebeu a pena mais alta: 43 anos e 20 dias de reclusão. O suposto mandante, K. B. A. da S., foi condenado a 14 anos, e R. M. de S., que deu apoio logístico ao crime, a 12 anos. Já G. E. D. G foi absolvido.
A defesa tentou sustentar a tese de erro de execução e ausência de dolo, mas os jurados acolheram integralmente a acusação do Ministério Público, que apontou frieza e desprezo pela vida.
Ao final, familiares das vítimas se emocionaram com a leitura da sentença, vista como uma resposta à impunidade. O juiz que presidiu o júri ressaltou que a decisão reafirma “a função do Tribunal do Júri como voz do povo e guardião da dignidade da vida”.
O episódio, que ficou conhecido como o “duplo homicídio do Jardim das Hortênsias”, reacende o debate sobre a banalização da violência e o envolvimento de jovens em execuções motivadas por disputas criminosas na capital sul-mato-grossense.






