ARTIGO: ´´A chantagem feudal de Trump contra o Brasil´´

Campo Grande/MS, 14 de agosto de 2025.

Artigo por Fabio Ricardo Trad Filho

O tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil é uma grande chantagem. Parece inimaginável crer que está realmente acontecendo algo dessa magnitude, observando as condicionantes impostas.

Ora, trata-se de uma tentativa de interferência de um país na jurisdição de outro país soberano. Algo completamente teratológico do ponto de vista jurídico.

Mas, de todo limão, pode-se extrair uma limonada: missões empresariais ao México e à Índia, lideradas por Geraldo Alckmin; Lula receberá o presidente da Nigéria e visitará Malásia e Indonésia em outubro.

A diversificação de mercados tem de ser algo que veio para ficar. Basta de sermos acorrentados aos EUA. Essa medida espúria, decretada pelo presidente norte-americano, só demonstra o quanto ainda somos dependentes do mercado estadunidense, à moda feudal.

Trata-se de uma quebra de grilhões que finalmente vem acontecendo  -de maneira forçada, é verdade-, mas não se corta um cordão umbilical de forma prazerosa em nenhuma circunstância.

Outros mercados, como Índia, Rússia, China e Irã, também estão no horizonte, além, evidentemente, dos mercados mais próximos do MERCOSUL.

Aos críticos do governo, vejo a postura do presidente Lula ainda como muito conservadora, tentando negociar. Se é verdade que a relação comercial entre os dois países mantém uma situação superavitária para os norte-americanos, não podemos jamais viver em situação de servilismo e ficar de joelhos diante de um capricho imposto por um ou outro presidente norte-americano.

Para isso, é necessário que criemos redes econômicas próprias e, em boa hora, vem a rota bioceânica para alargar ainda mais o horizonte para novos mercados sul-americanos, possibilitando um escoamento menos oneroso aos mercados asiáticos via Oceano Pacífico.

De qualquer maneira, a chantagem trumpista demonstrou que o presidente norte-americano acreditava ser senhor feudal de um feudo chamado Brasil. Apresentemos a ele algo chamado SOBERANIA!